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Crítica: Filme Para Sempre Alice

Crítica: Filme Para Sempre Alice

06/02/2017 21h01 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
Crítica: Filme Para Sempre Alice
Esquecimentos, palavras que somem em meio a um diálogo com alguém, isso até então pode ser considerado comum entre as pessoas, mas quando este mesmo transforma tudo ao redor assustador, com o fato de se estar em um lugar estranho com pessoas desconhecidas e não entendendo nem que dia é, isto pode se tornar doloroso tanto para a pessoa que é diagnosticada com Alzheimer  quanto para a família.


Baseada em fatos reais a trama do filme conta a historia de Alice Howland (Julianne Moore), uma renomada professora/pesquisadora na área de lingüística, ironias da vida, começa a perceber algumas dificuldades de memória e na fala. Diagnosticado sua doença precoce e rara na sua idade, o Alzheimer faz com tudo ao seu redor precise ser reformulado.


Depois de Sandra Bullock, Michelle Pfeiffer Julia Roberts recusarem o papel, Julianne Moore aceita o convite de interpretar a ALICE e traz a tela uma personagem complexa e que rendeu o premio máximo, o Oscar, além do Globo de Ouro, BAFTA, entre outras premiações.


Para Sempre Alice, busca relatar a questão delicada do portador de Alzheimer que num piscar de olhos muda todo seu cotidiano e querendo ou não faz com que o doente entre num isolamento interno aonde suas memórias vão se esfacelando dia após dia e tornando externamente visível aos que convivem com o portador, restando apenas aproveitar os seus momentos de lucidez que os restam.


O roteiro não busca comover com a doença de Alice, mas sim mostrar o quanto é importante a informação e que se é comum ver pacientes com doenças degenerativas ficarem a mercê de cuidadores ou agentes de saúde, sofrendo maus tratos e que nem sempre podem contar com familiares.


O diretor Richard Glatzer (lutava contra a doença ELA* e veio a falecer dia 10 de março desse ano) buscou trazer mais que um belo drama, mas também uma forma de informar os espectadores e mostrar o quanto é necessário o apoio e esclarecimento as pessoas, e mesmo com o avanço da medicina, o Alzheimer ainda não possui um tratamento eficaz que retarde a doença que mata cerca de 60 mil pessoas por ano no mundo.


Por fim, Para Sempre Alice, é um drama com um roteiro simples, sem muitas reviravoltas e que nos faz esperar pela próxima lembrança de suas memórias de infância com sua irmã e mãe, um tempo que a marcou e que não quer se perder.


*Esclerose Lateral Amiotrófica.

PARA SEMPRE ALICE/Still Alice. Direção e roteiro de Richard Glatzer e Wash Westmoreland. Drama, 101 Min. EUA/França, 2014. Com: Julianne Moore, Alec Baldwin, Kristen Stewart, Kate Bosworth, Hunter Parrish, Shane McRae, Stephen Kunken.

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