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Paraná Ponta Grossa

76% dos pequenos negócios nas regiões de Ponta Grossa e Guarapuava tiveram queda de faturamento

Levantamento realizado pelo Sebrae/PR, vai auxiliar no planejamento de ações para o enfrentamento dos efeitos econômicos da pandemia

13/08/2020 22h01 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Fonte: SEBRAE/PR
Foto: divulgação
Foto: divulgação

Pesquisa do Sebrae/PR mostra que 76% das empresas de micro e pequeno porte instaladas nas regiões de Ponta Grossa e Guarapuava, tiveram redução no faturamento com a pandemia do coronavírus. Os dados são do estudo “Crise Covid-19”, que ouviu 289 pequenos negócios do comércio, serviços e indústria, em 43 municípios.

Outros 35% tiveram que fechar temporariamente as portas, 27% optaram pela redução da jornada de trabalho e 21% interromperam a produção. A demissão de funcionários foi adotada por 17% dos entrevistados. O estudo mostra que 70% mantiveram o número de funcionários, 29% reduziram e apenas 1% contratou.

Questionados sobre a possibilidade de fazer novas contratações, 40% responderam que farão contratações, 28% não pretendem contratar e 32% não sabem. Sobre a situação da empresa antes da pandemia, mais da metade (55%) disseram ser boa, 35% razoável e 10% ruim. Com relação ao nível de inadimplência da empresa, em relação ao ano passado, 39% tiveram aumento, 52% permaneceram igual e 9% reduziram.

Com o cenário incerto, 23% dos entrevistados responderam não saber por quanto tempo conseguirão manter seus negócios abertos diante da disponibilidade de caixa existente no momento. Outros 18% afirmaram que não conseguem mais manter a empresa aberta em função das dívidas existentes e 15% projetam se manter por mais dois meses.

Para manter a empresa funcionando, 72% dos pesquisados estão utilizando recursos próprios. Outros 43% recorreram a empréstimos bancários, de terceiros ou de familiares no período. Dos que recorreram a empréstimos bancários, 25% não tiveram acesso, 10% obtiveram crédito e 8% ainda aguardam resposta.

Sobre o uso de novas tecnologias, 55% dos empresários disseram que a principal dificuldade é a falta de recursos para o desenvolvimento ou implantação, 20% desconhecem o assunto, outros 20% não têm mão de obra especializada e 18% apontaram a falta de tempo como limitador.

Conforme o gerente da regional Centro do Sebrae/PR, em Ponta Grossa, Joel Franzim Junior, o objetivo, com a pesquisa, é explorar oportunidades e dificuldades enfrentadas pelas empresas para mitigar ou eliminar efeitos decorrentes da crise causada pela pandemia, em suas atividades.

“Com as informações disponibilizadas, é possível planejar ações para o fortalecimento dos territórios, com ainda mais assertividade. O Sebrae/PR atua em diversas frentes, seja com orientações sobre o acesso ao crédito, como também no fortalecimento do ambiente de negócios”, reforça.

Metodologia

A pesquisa quantitativa foi realizada de 03 a 29 de junho, com 289 empresas de micro e pequeno porte, dos setores do comércio, serviços e indústria.  A margem de erro é de 5,7%.

Números da pesquisa

Precisou renegociar ou substituir contratos com parceiros ou fornecedores?

47% renegociei

47% Não

6% Substitui

% de empresas que adotaram as MPs aprovadas pelo governo

31% adiantamento de impostos/tributos

28% adiamento de dívidas

16% empréstimo de capital de giro

7% empréstimo para folha de pagamento

No período de quarentena sua empresa criou algo novo ou diferente do que fazia antes?

48% sim

52% não

De que forma se deu a inovação?

26% novos produtos e serviços

13% serviço de entrega/delivery

10% vendas online

10% utilização de redes sociais

8% utilização de canais, serviços online

Possibilidade de a empresa inovar com uma nova prática de produto ou serviço, após a pandemia:

38% alta

22% média

18% baixa

22% não sabe

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Ponta Grossa - PR

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Sobre o município
Ponta Grossa, chamada de “Princesa dos Campos Gerais”, geograficamente sendo o 2° Planalto Paranaense, estudos revelam como maior entroncamento rodoferroviário do Sul do Brasil, devido seu potencial de escoamento de produção agrícola e de insumos é o maior polo industrial do interior do Paraná. Como uma população estimada em mais de 300 mil habitantes, com característica universitária, ótima opção para investimentos imobiliários, comércio de bens, serviços e turismo.