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Recuperar é treinar: técnicas ganham espaço nas academias

Métodos como massagem, liberação miofascial, crioterapia e uso de roupas de compressão deixam de ser exclusividade de atletas e passam a integrar a...

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Por: Notícias Fonte: Agência Dino
01/08/2025 às 10h44
Recuperar é treinar: técnicas ganham espaço nas academias
Freepik

Dores musculares, fadiga e queda de rendimento impactam não apenas atletas profissionais, mas também indivíduos que praticam exercícios regularmente. Para mitigar esses efeitos e favorecer a performance, cresce a adesão às chamadas práticas de recuperação muscular. Esse conjunto de técnicas visa à recuperação e à prevenção de lesões, e passa a ser incorporado de forma ampla, inclusive por quem frequenta academias sem foco competitivo.

Massagens específicas, liberação miofascial, crioterapia e roupas de compressão, antes associadas a centros especializados, atualmente são utilizadas por praticantes comuns em academias e clínicas especializadas.

“A musculatura precisa de tempo e nutrientes para se recuperar e crescer. Sem isso, o treino deixa de ser produtivo e pode até se tornar um fator de risco”, explica André Felipe, especialista técnico da Bio Ritmo. “Um dos erros clássicos observados nas academias, tanto entre iniciantes quanto entre veteranos, é subestimar a importância do descanso e ignorar os sinais do corpo”.

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Os principais desafios à performance

Entre as condições mais comuns entre praticantes de atividade física encontra-se a dor muscular de início tardio (DMIT). Com manifestação entre 24 e 72 horas após o esforço, a DMIT compromete força, mobilidade e rendimento.

“É uma resposta natural do corpo à sobrecarga, especialmente diante do aumento de intensidade ou da adoção de novos exercícios”, detalha o ortopedista do dr.consulta, Alexandre Pavan.

A fadiga muscular também se destaca como fator limitante, com impacto direto sobre a força e resistência. Em médio prazo, a falta de recuperação adequada favorece a perda de desempenho e eleva o risco de lesões musculoesqueléticas.

“Sem o descanso necessário, o corpo não consegue se regenerar plenamente, o que compromete a qualidade dos treinos subsequentes”, completa Pavan.

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Técnicas de recuperação mais aplicadas

Para lidar com esses fatores, as técnicas de recuperação se consolidam como ferramentas fundamentais. Embora amplamente empregadas por atletas profissionais, essas estratégias tornam-se cada vez mais comuns entre amadores, especialmente em modalidades como corrida.

O recovery atua no controle da inflamação, na redução da dor tardia e na melhora da circulação e da mobilidade. Entre os métodos utilizados, destaca-se a liberação miofascial, que pode ser feita com as mãos ou com equipamentos como rolos e bolas de pressão, sempre por profissionais habilitados.

“A liberação é eficaz para quem apresenta rigidez e dor localizada, embora possa causar desconforto em pessoas sensíveis ou com inflamações”, pontua o especialista do dr.consulta. “A técnica pode ser associada a outras, como a ventosaterapia, e colabora na prevenção de compensações musculares que levam a lesões.”

As massagens esportivas são aplicadas com foco na preparação e recuperação do corpo. Diferenciam-se das massagens relaxantes por envolverem maior pressão e movimentos voltados à ativação muscular, eliminação de toxinas e melhora do fluxo linfático.

“Mesmo praticantes com rotina moderada de treinos podem se beneficiar. A massagem ajuda a identificar desequilíbrios e evita que dores pontuais evoluam para lesões”, reforça Pavan.

Já a crioterapia emprega o frio para reduzir inflamações e acelerar o processo de regeneração muscular. A técnica pode ser aplicada por meio de imersão em água gelada, bolsas de gelo ou dispositivos eletrônicos que regulam a temperatura. O efeito vasoconstritor seguido de vasodilatação favorece a recuperação local.

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As roupas de compressão também ganham espaço dentro e fora dos treinos. O uso contínuo desses acessórios promove a compressão controlada da musculatura, contribuindo para o retorno venoso, redução de edemas e possível percepção de menor fadiga.

“Hoje se entende que a recuperação é parte estruturante do treino, não um complemento opcional”, afirma André. “O descanso passivo pode não ser suficiente para quem deseja manter regularidade e segurança nos exercícios”.

Rotina de saúde amplia a efetividade da recuperação

O sono adequado figura entre os principais fatores biológicos ligados à regeneração muscular. Durante o sono profundo, ocorre a liberação de hormônios importantes para a reparação celular. A privação desse processo pode elevar o risco de overtraining — condição associada à estagnação, cansaço excessivo e lesões.

A alimentação equilibrada também cumpre papel central.

“Uma dieta ajustada fornece os nutrientes necessários para reconstrução muscular, redução de inflamações e reposição energética”, afirma Fúlvia Hazarabedian, responsável pelo programa de nutrição da Bio Ritmo. “O plano alimentar deve acompanhar o volume e a intensidade dos treinos, sempre com o suporte de profissionais capacitados”.

Alongamentos pós-treino, muitas vezes ignorados, auxiliam na flexibilidade, reduzem a tensão muscular e integram o processo de recuperação.

“Alongar após o exercício ajuda a sinalizar ao corpo a transição para o repouso. Isso favorece o relaxamento muscular, mas deve ser realizado com moderação, especialmente após treinos intensos”, reforça André.

A atenção aos sinais do corpo também é apontada como fator de prevenção.

Segundo o ortopedista do dr.consulta, a insistência em treinar com dor pode agravar lesões silenciosas e interromper a rotina de exercícios por longos períodos. “A recuperação eficaz não se limita ao descanso, mas depende da escuta ativa do corpo e da implementação de uma rotina que priorize a saúde muscular”.

Entre as estratégias complementares mais indicadas estão sessões regulares de fisioterapia preventiva, massagem e ajustes na rotina de treinos, como a alternância de grupos musculares e dias de recuperação ativa.

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