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Filosofia

Filosofia de rua – parte 9 por Emerson Pugsley

Filosofia de rua – parte 9 por Emerson Pugsley

13/11/2019 11h30 Atualizada há 9 meses
Por: Redação
Filosofia de rua – parte 9 por Emerson Pugsley
Foto: divulgação
Abrimos as cortinas, para a continuação da série, de pequenas crônicas, sobre o cotidiano da cidade de Ponta Grossa e também do povo que nela reside.

Continuando a minha jornada, pelas ruas da cidade, na segunda-feira a noite, na Avenida Ernesto Vilela, uma cena chamou a minha atenção. Dois jovens, transitavam tranquilamente, com os seus cavalos judiados em cima da calçada, despreocupadamente.


Um dia destes, fiquei a observar um vendedor de panelas na região de Oficinas, próximo da Rua Emílio de Menezes, em obras. Na hora do sol quente, nenhum cliente para ele. Com certeza, a sua panela estava vazia.


No meio da rua, um cone de sinalização destruído e amassado. Sinal que algum motorista não respeitou os limites de velocidade.


Na loja de móveis usados, uma grande poltrona vermelha, daqueles modelos antigos. A mesma estava na calçada, esperando um dono. Além de não ser muito barata, vai precisar de uma sala grande e de “majestades” para utilizá-la, pois parece um trono, daqueles de filmes antigos.


Em um açougue, outra cena me fez refletir. Primeiro um cachorrinho de rua abraçado a um osso, quase maior do que o animal. E logo em sua frente, um garoto de roupas velhas, tentando ganhar alguma coisa. É a força da fome, não pedindo licença para entrar.


Na região do Jardim Carvalho, a jovem aprendendo a dirigir. Entre solavancos, vai pegando o jeito. Com certeza, mais uma motorista, para as nossas movimentadas e congestionadas ruas.


Olhei para cima, e percebi uma pequena placa grudada no poste com os seguintes dizeres: “Empréstimo mesmo sem margem”. Em nossa economia instável de salários baixos, a população endividada, se virando nos 30 do desespero.


Na rua que desce da prefeitura, uma escadaria com muitas pinturas. Até líder histórico, está por lá registrado. É a arte urbana a todo vapor.


No posto de combustíveis, jovens reunidos divertindo-se e fazendo um happy hour, no final da tarde.


Um pouco mais para a frente, um ciclista com o rosto tampado de curativo. Apenas sobrava o seu olho de fora. Cenas da luta individual de nós pobres mortais.


Na entrada do Santa Paula, entre comércio em geral, bebidas, casas de boneca e revestimento de calçadas, observei pés gigantes encostados em um muro. Pessoalmente nunca tinha visto assim. Depois, fui perceber, que são utilizados para organizar o jardim ou entrada de residências.


Em meio a paisagem, uma casa com um cachorro de pelúcia na janela com “olhos atentos”. De longe até parece ser de verdade, mas não é. Tomara que para os ladrões desatentos, o mesmo cumpra a sua finalidade.


Em breve, a sequência desta série. Espero que aproveitem e reflitam.


Emerson Pugsley, o autor é cronista, formado em Geografia com Especialização em Espaço, Sociedade e Meio Ambiente. Já tem várias publicações em diversos meios de comunicação e participa como colunista voluntário no Jornal Ponta Grossa, desde 2017.

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