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Filosofia

Filosofia de rua - parte 1 por Emerson Pugsley

Filosofia de rua - parte 1 por Emerson Pugsley

05/09/2019 13h12 Atualizada há 11 meses
Por: Redação
Filosofia de rua - parte 1 por Emerson Pugsley
Abrimos as cortinas, para mais uma série de pequenas crônicas, sobre o cotidiano da cidade de Ponta Grossa e também do povo que nela reside.

Todos os dias, utilizo o transporte coletivo para ir e retornar do trabalho. Então fico a observar, o movimento dos apressados passageiros e o barulho dos ônibus entrando e saindo do terminal, naquele vai e vem interminável e estressante.


De fundo, aquelas propagandas do rádio, as quais divulgam compradores de cabelo, vagas de emprego, empréstimos consignados, festas infantis, entre outros vários serviços. Até salsicha é oferecida.


Meses atrás, tivemos a famosa revitalização do Terminal Central. Dias atrás, novamente iniciaram obras, retirando as escadas rolantes e colocando escadas fixas no lugar. Na entrada principal, a borracha do chão, já está toda descolada. Sinal que a cola ou material utilizado, não era de boa qualidade.


E o que dizer dos vendedores de vale transporte? Parece que vão jogar-se em nossa frente, para vender passagens mais baratas. O que mais me chama a atenção, é a quantidade de cartões, que seguram em suas mãos. Coisas estranhas acontecendo.


Também gostaria de destacar, o famoso cachorrinho, o qual já apareceu até naquele famoso programa local da hora do almoço. O mesmo está morando no terminal central, utilizando até os bancos para ficar sentado. Esses dias logo pela manhã, percebi que o mesmo estava dormindo em um canto, escapando do frio e da chuva. Coisas inexplicáveis, vindas diretamente do mundo animal.


Então o meu ônibus chega. É aquele agito total para entrar no mesmo. E percebo um grupo de rapazes a conversar. Um deles pergunta ao outro: - você sabe o que fizeram na Padaria da Santa Mônica? O outro responde que não, um tanto preocupado. Então o jovem diz: - fizeram pão, sonhos, chineques, dando muita risada.


A campainha é puxada, o motorista não para e mais discussão. Fiquei apreensivo com o homem nervoso, pois parecia querer estrangular o condutor do veículo. Tudo resolvido, algumas quadras depois, com muitas reclamações.


E em nosso congestionado trânsito, o relógio passa muito rápido. Um pequeno trecho a ser percorrido e mais uma hora foi perdida. É o reflexo da nossa cidade sem planejamento com ruas muito estreitas.


Ao descer do ônibus, vou descansar um pouco, pois no dia seguinte, tudo será novamente iniciado nesta mesma ordem.

E assim vamos caminhando rumo ao desconhecido. É para esperar os próximos discursos.


Em breve, a sequência desta série. Espero que aproveitem e reflitam.



Emerson Pugsley, o autor é cronista, formado em Geografia com Especialização em Espaço, Sociedade e Meio Ambiente. Já tem várias publicações em diversos meios de comunicação e participa como colunista voluntário no Jornal Ponta Grossa, desde 2017.

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