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Em defesa do Mercado Municipal por Emerson Pugsley

Em defesa do Mercado Municipal por Emerson Pugsley

28/05/2019 06h17 Atualizada há 1 ano
Por: Redação
Em defesa do Mercado Municipal por Emerson Pugsley
Começo este artigo, após fazer a leitura, de reportagem vinculada no jornal Diário dos Campos, aqui de Ponta Grossa. 

Segundo a matéria, moradores vizinhos ao local, estão preocupados com a demora do verdadeiro início das obras. Até o presente momento, só ruínas e nada mais. Apenas uma operação desmanche, do que já estava literalmente desmanchado.

Não faz muito tempo, tínhamos a maquete, de uma fabulosa construção, com direito a elevador panorâmico, hotel, sala de reuniões, vários restaurantes e praça de alimentação, estacionamento, entre outras arquiteturas mais. Sem falar, em um moderníssimo mercado municipal futurístico. 

Tenho 41 anos, e a felicidade de um dia, ter frequentado aquele espaço em pleno funcionamento. Frutas, verduras, outros alimentos, conservas e serviços diferenciados, sendo oferecidos para a população, reunidos em um só lugar. Até benzedeira por lá tínhamos. E fotocopiadora também. 

Passado algum tempo, tudo foi sendo deixado de lado, por diferentes fatores, e o mercadão foi esvaziando-se. Restaram alguns poucos comerciantes, até a desocupação completa e contraditória.

Muitos projetos foram feitos para aquele local. A pouco tempo, na gestão anterior, falava-se em ser uma sede, de diversas secretarias e órgãos públicos, inclusive da Agência do Trabalhador. Paredes internas foram derrubadas. Parecia que logo iríamos, ter um novo espaço, na administração da cidade.

O tempo passou, a gestão anterior acabou, e tudo ficou paralisado, nas nuvens cinzentas da falta de verbas, de planejamento e apoio para novamente organizarmos este grandioso espaço.

SempreSempre achei, que poderíamos ter reunidos a Feira do Produtor, com mais estrutura para os nossos feirantes, comodidade e segurança. O Mercado da Família, atualmente na Benjamin Constant, e a Feira Verde, sendo que tudo, poderia ser direcionado para aquele novo espaço. Ali sim, teríamos estacionamento, localização privilegiada, com ônibus na frente.

Ao contrário de outras cidades do Paraná, estamos fazendo o caminho inverso do cuidado com a história local. Tudo é destruído, para depois, nada ser reconstruído no lugar. 

Precisamos, pensar no presente e futuro da cidade, olhando com mais carinho para a população, e proporcionando maneiras desta, ter um lazer, alimentos naturais, independente de chuva ou sol, etc.

O nosso Mercado Municipal, hoje inexistente, não foi construído por acaso. Tinha sua finalidade e serviu para a mesma. Todos os dias, passo pela sua lateral e fico a imaginar, o quanto ainda, estamos engatinhando, no cuidado com a propriedade do povo. Cada tijolo, daquelas paredes, foi muito bem pago e agora são apenas entulhos e nada mais.

Esta é a opinião de um cidadão que valoriza a história local. Uma excelente semana aos leitores.
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