segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Filosofia de rua – parte 8 por Emerson Pugsley

Abrimos as cortinas, para a continuação da série, de pequenas crônicas, sobre o cotidiano da cidade de Ponta Grossa e também do povo que nela reside.

Continuando a minha jornada, pelas ruas da cidade, fui juntamente de minha esposa, dar uma caminhada no final da tarde do último domingo. Entre centenas de baratas saindo dos fétidos bueiros e da luz amarelada dos postes as quais pouco ou nada iluminam, fomos andando.

Logo na esquina, encontramos várias viaturas da polícia paradas. Não ficamos sabendo, o que realmente ocorreu, mas é sinal dos nossos tempos de insegurança.

Olhando a rua, pude perceber a quantidade enorme de detritos ou lixo para facilitar. Será que não ensinam a jogar no local correto? Ou vivemos na “Era dos Três Porquinhos”? Deixo a preocupação.

Próximo do Colégio Polivalente, a casa que durante o dia abriga o vendedor de vassouras de palha, mas conhecidas como “vassouras de bruxa”.

Nas revendas de veículos, muitos automóveis, esperando pelos novos proprietários na semana que começa. E no mercado com estacionamento lotado, mesmo sendo domingo a noite, a fome marcando presença e os funcionários contando os segundos para ir embora.

Na igreja evangélica, vários automóveis parados. É a fé do povo em ação em nossos descrentes dias de vida.

Em dias de primavera, o calor de verão, fazendo com que janelas e portas fiquem somente abertas e moradores busquem o meio fio, a cadeira de praia ou o muro para sentar e refrescar a cabeça. E na sorveteria, as cadeiras todas lotadas. É o gelado, não pedindo licença para entrar.

Andando pela grande e movimentada Avenida Monteiro Lobato, um senhor de roupas simples e uma sacola de mercado na mão, com fisionomia cansada e sofrida. Não sabemos o que está sofrendo, ou se é apenas, a canseira semanal pesando nas costas.

Na garagem de ônibus, a cerca de tela foi solo abaixo. Sinal que alguma coisa pode ter ocorrido. E na esquina seguinte, uma placa de propaganda de bolos e doces para festas em geral. Em nossos amargos dias, uma boa sugestão.

No prédio recém - construído, um versículo bíblico escrito na cobertura, em letras garrafais. Fiquei feliz em perceber, que ainda existem pessoas, as quais pensam em Deus das maneiras mais simples possíveis, sem complicar em nada.

Mais para a frente, no grande parque, pessoas caminhando, outros na academia ao ar livre e um menino chutando a bola. São as energias sendo descarregadas para a semana ficar mais leve.

Então enxerguei uma fila de caminhões estacionados. É sinal que em poucas horas, já vão cortar as estradas do Estado e Brasil, levando alimentos e outras coisas necessárias a nossa vida.

Em breve, a sequência desta série. Espero que aproveitem e reflitam.

Emerson Pugsley, o autor é cronista, formado em Geografia com Especialização em Espaço, Sociedade e Meio Ambiente. Já tem várias publicações em diversos meios de comunicação e participa como colunista voluntário no Jornal Ponta Grossa, desde 2017.

*As declarações expressas aqui, não representam a opinião do Jornal Ponta Grossa. Reservando apenas a opinião e ponto de vista individual do autor.

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