terça-feira, 19 de novembro de 2019

Filosofia de rua - parte 10 - Final da Série por Emerson Pugsley

Foto: divulgação
Fechamos as cortinas, para esta sequência, de pequenas crônicas, sobre o cotidiano da cidade de Ponta Grossa e também do povo que nela reside.

Quando pensei nesta série, fiquei bastante empolgado, pois sou um amante das caminhadas, e um grande observador, da rotina de nossa amada ou detestada cidade.

Filosofia tem tudo a ver com sabedoria. E uma cidade, não é feita apenas de prédios, casas e carros. Precisamos ter quem dirija e quem more nestes locais. Ao contrário, nada teria importância ou utilidade prática.

É tempo de finalizar esta trajetória, mas também, deixar o desafio, de que possamos valorizar mais os pequenos acontecimentos e curiosidades. Penso que desta forma, a vida fica bem mais leve, mais adocicada e gostosa.

Hoje, enquanto me deslocava para o almoço, pude perceber uma cena interessante. Um poste com uma escada sem ninguém. Até parece que é um caminho para o céu, na rotina movimentada, da Avenida Visconde de Mauá.

Em frente ao Cemitério da Colônia Dona Luíza, a mistura do silêncio, nostalgia e do barulho de alunos da escola estadual. E neste cenário, uma gigantesca árvore, dividindo a rua, com seus galhos esticados em todas as direções.

Isto sem dizer, do aspecto da saudade, de pessoas que já cumpriram o seu papel aqui nesta vida e que agora “residem” naquele triste local, de muros amarelados e descoloridos pelo passar dos anos.

Próximo dali, uma casa e uma placa simples, anunciando a venda de cerveja caseira. Uma mistura total, em poucas quadras, da mesma paisagem urbana.

Um pouco mais para a frente, em um muro grafitado, pude ler uma frase bem profunda, a qual não poderia deixar de citar aqui: “As mais belas palavras são ditas no silêncio de um olhar.” É mais um exemplo, da nossa filosofia cotidiana. E quantos que por ali passam e não percebem este conhecimento gratuito, disponível a motoristas e pedestres.

Na estreita rua do Parque de Máquinas da Prefeitura, o trânsito lento, o mercado repleto de veículos em seu estacionamento e uma construção com seu telhado desabando. É o contraste, do bem e do mal cuidado, em ação.

Na loja de veículos, os funcionários indo embora, no final da tarde. É o sentimento do dever cumprido, em mais uma jornada de atividades e trabalhos.

Na esquina seguinte, um vendedor de espelhos, de vários modelos e tamanhos. Uma cena para os vaidosos e de quem gosta de aparecer.

Concluindo esta série, gostaria de citar um pensamento, o qual pude ver no vidro de um carro, na forma de adesivo. O mesmo dizia: “Obrigado Senhor Por Mais Um Dia De Vida.”

E neste mesmo clima, o sol amarelado desaparecia em nuvens cinzentas, para no dia seguinte, reparecer com outros sonhos e ideias em nossas mentes.

Emerson Pugsley, o autor é cronista, formado em Geografia com Especialização em Espaço, Sociedade e Meio Ambiente. Já tem várias publicações em diversos meios de comunicação e participa como colunista voluntário no Jornal Ponta Grossa, desde 2017.

*As declarações expressas aqui, não representam a opinião do Jornal Ponta Grossa. Reservando apenas a opinião e ponto de vista individual do autor.

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