segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Filosofia de Rua – parte 6 por Emerson Pugsley

Foto: divulgação
Abrimos as cortinas, para a continuação da série, de pequenas crônicas, sobre o cotidiano da cidade de Ponta Grossa e também do povo que nela reside.

Continuando a minha jornada, pelas ruas da cidade, me deparei com um veículo, no qual pude ler a seguinte frase: “O Planeta Está Em Nossas Mãos”. Será, que realmente, estamos cuidando da natureza e do ser humano como deveríamos ou são apenas palavras utópicas? Deixo a interrogação a todos.

Na Avenida Silva Jardim, em meio ao movimento de veículos e transporte em geral, na frente de um grande mercado, percebi pessoas miseráveis, descansando em meio a vegetação, com suas fisionomias sofridas e no calor do sol quente. Várias contradições ao mesmo tempo, em nossa realidade.

Nesta mesma via, um jovem andarilho, arrastando uma das pernas, descalço e falando bobagens ao vento. Um retrato complexo, da falta de equilíbrio mental.

No meio das pessoas, as quais aguardam o ônibus no terminal central, faíscas cortando o ambiente e muitos ruídos. Sinal que em breve, teremos mais novidades naquele revitalizado espaço.

No final da tarde, pessoas cansadas, outras carregando suas bolsas e mochilas pesadas. E crianças chorando no colo de suas mães. Neste cenário, um garotinho feliz da vida, brincando com um carrinho improvisado. É a alma infantil em destaque.

Próximo da Praça Duque de Caxias, na tarde da última quarta feira, um grupo de jovens rapazes e moças, aguardando na porta de um comitê político, provavelmente o seu pagamento, dos serviços prestados, durante a campanha nas ruas.

Também pude observar um motorista, sofrendo com seu veículo estragado. Na sequência, os passageiros do mesmo descem e vão várias quadras empurrando o automóvel. Cenas da necessidade de reparos mecânicos.

Como seria bom, se a nossa vida fosse igual a um algodão doce, daqueles vendidos com máscaras de super herói ou ainda de picolés gelados na tarde tórrida de primavera. Assim observo os vendedores, pelas avenidas movimentadas.

E o que dizer do cadeirante, o qual também participou da campanha política, com uma pequena placa com o retrato do seu candidato. E tudo isto, em meio ao trânsito congestionado de Ponta Grossa. É a luta pela sobrevivência, com suas diversas faces.

Então fui fazer um lanche no final do dia. E fiquei no balcão, olhando as pessoas ao meu redor, com o cheiro de café ao fundo e bonitos sonhos de nata, doce de leite e goiabada. Como seria interessante, se tivéssemos os nossos sonhos de vida, guardadinhos dentro de um balcão de vidro, esperando apenas por cada um de nós chegar. Mas não é bem assim.

Em breve, a sequência desta série. Espero que aproveitem e reflitam.

Emerson Pugsley, o autor é cronista, formado em Geografia com Especialização em Espaço, Sociedade e Meio Ambiente. Já tem várias publicações em diversos meios de comunicação e participa como colunista voluntário no Jornal Ponta Grossa, desde 2017.

*As declarações expressas aqui, não representam a opinião do Jornal Ponta Grossa. Reservando apenas a opinião e ponto de vista individual do autor.

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