segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Filosofia de rua - parte 5 por Emerson Pugsley

Foto: divulgação
Abrimos as cortinas, para a continuação da série, de pequenas crônicas, sobre o cotidiano da cidade de Ponta Grossa e também do povo que nela reside.

Começando mais uma semana de outubro, nesta segunda feira de alegria de poucos e tristeza de inúmeros, após as eleições, percebo a sujeira total em nossas ruas. É santinho para dar e vender. Pena que ninguém quer comprá-los.

É tempo de tirar as famosas placas, de frente de nossas casas e comércio, pois o que gostaríamos agora, é de vermos muito trabalho e conquistas para a Cidade de Ponta Grossa e região, vindas através dos nossos novos e velhos representantes estaduais e federais.

No início da manhã, observo estudantes dirigindo-se para as faculdades e escolas no centro da cidade. É o sonho de um futuro melhor, através do esforço pessoal.

No meio da rua, um enorme buraco, desequilibrando os veículos que nele passam. Uma situação complicada, pois parece que habitamos um queijo suíço.

Em nossa Avenida Vicente Machado, bandeiras diversas. Até parece final de Copa do Mundo mas não é. O que acabou, foi a eleição como disse anteriormente, e agora é comemorar bastante.

Na revitalizada praça de Oficinas, crianças e seus pais, aproveitando o domingo ensolarado. Até cadeira de praia, pude perceber por aqueles lados. É sinal, que a população gostou das obras da atual administração.

Enquanto aguardava o meu ônibus, fiquei a pensar, na dinâmica interessante da cidade. Alguns rostos com sono, outros espirrando o ar gelado, muitos pensativos e preocupados, outros desatentos e ainda alguns, com seus fones de ouvido, não olhando para atravessar a rua movimentada.

Meu ônibus chegou e comecei a olhar tudo ao meu redor. Desde casas luxuosas até pequenos e desproporcionais barracos. No meio da paisagem, um andarilho e seu sujo cobertor. O mesmo, estava “hospedado”, na porta de uma famosa loja aqui da cidade, nas proximidades da rodoviária. Tinha acabado de levantar.

Mais para baixo, nesta mesma rua, o vendedor de abacaxis preparando-se para mais um dia de atividades. E nós, com tantos “abacaxis” para descascar, que não o percebemos como deveríamos.

Na simples lanchonete, várias pessoas tomando aquele café, para reunir forças e ânimos para seus trabalhos diários. É a luta nossa de cada dia.

De longe, olhei uma família inteira e uma carroça de cavalos magros. Todos juntando recicláveis. Cenas, que nos levam a pensar muito sobre o ser humano e a situação precária na qual vivem, expostos a todos os perigos e riscos.

Dias atrás, alguém me contou algo que gostaria de compartilhar: um homem simples, em pleno Dia dos Pais, chegou no balcão do açougue e solicitou dois ovos. Talvez, fosse o seu almoço e também de sua humilde família. É para pensar.

Em breve, a sequência desta série. Espero que aproveitem e reflitam.


Emerson Pugsley, o autor é cronista, formado em Geografia com Especialização em Espaço, Sociedade e Meio Ambiente. Já tem várias publicações em diversos meios de comunicação e participa como colunista voluntário no Jornal Ponta Grossa, desde 2017.

*As declarações expressas aqui, não representam a opinião do Jornal Ponta Grossa. Reservando apenas a opinião e ponto de vista individual do autor.

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