segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Filosofia de rua – parte 4 por Emerson Pugsley

Abrimos as cortinas, para a continuação da série, de pequenas crônicas, sobre o cotidiano da cidade de Ponta Grossa e também do povo que nela reside.

Em nossa jornada, pelas ruas da cidade, me deparei com um acidente na entrada do Terminal Central, na manhã da última quinta feira, entre um ônibus e veículo oficial, chamando a atenção de todos os passageiros ao redor.

Na Avenida Monteiro Lobato, no final da tarde, uma cena roubou a minha atenção. Uma pequena menina, de rosto indígena e uma cesta de palha, lado a lado na calçada fria. Não percebei nenhum adulto a sua volta. Triste e chocante.

No Parque Ambiental, entre pedestres, esportistas, skatistas e ciclistas, o barulho dos automóveis ao redor, com suas potentes buzinas. E na sexta feira, no final da tarde, sempre um show musical, para a juventude descontraída, promovido pela administração municipal.

Em nossa Estação da Saudade, as vidraças azuladas. Uma cena estranha e pouco depois compreendida por mim. É o reflexo das luzes da entrada do grande shopping central, trazendo um efeito bastante singular.

Nas proximidades, os famosos vendedores de cigarros, dvds, cds, perfumes, entre outras coisas. Só falta o papagaio, pois o resto é pirata.

Próximo do ponto de ônibus, um casal abraçadinho, entre afagos e beijinhos na boca. É o amor mostrando sua força. Mais para a frente, um jovem rapaz carregando um saco preto em cima da cabeça. Pelo peso em sua fisionomia, parece estar carregando o mundo inteiro, dentro daquela embalagem.

Na Avenida München, o movimento é intenso e a fome também, pois todos, correm buscar o seu sanduíche com batatinhas fritas mais o refrigerante, formando filas intermináveis. Na pública universidade, um grande pano estampando os “Heróis da Resistência”.

E na correria diária, os esquecidos surgindo a todo instante, dentro do ônibus. Desde celular até bolsa. Ainda bem que os filhos e filhas de Deus, buscam entregar na hora os pertences. Esta semana, presenciei isto em duas vezes.

Também observei, uma mãe com suas criancinhas pequenas, de roupas simples e rostos sofridos. Mesmo assim, aquele menino, vibrava por ter andado de ônibus. Como este mundo poderia ser melhor, se tivéssemos uma criança assim dentro de cada um de nós. Talvez, não iríamos reclamar tanto da vida.

E no vai e vem do congestionado trânsito, um senhor com sua bicicleta elétrica, passando rapidamente, sem precisar pedalar. É a tecnologia a serviço da vida.

E assim, vamos vivendo e convivendo, sem saber, o que a próxima esquina nos reserva.

Em breve, a sequência desta série. Espero que aproveitem e reflitam.

Emerson Pugsley, o autor é cronista, formado em Geografia com Especialização em Espaço, Sociedade e Meio Ambiente. Já tem várias publicações em diversos meios de comunicação e participa como colunista voluntário no Jornal Ponta Grossa, desde 2017.

*As declarações expressas aqui, não representam a opinião do Jornal Ponta Grossa. Reservando apenas a opinião e ponto de vista individual do autor.

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