quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Filosofia de rua – parte 2 por Emerson Pugsley

Foto: divulgação
Abrimos as cortinas, para a continuação da série, de pequenas crônicas, sobre o cotidiano da cidade de Ponta Grossa e também do povo que nela reside.

Em nossa jornada, pelas ruas da cidade, me deparei com um trabalhador do ramo alimentício. Seus espetinhos “de gato” com muita fumaça ao redor e aquele cheiro característico, na esperança de encontrar pessoas, com o estômago vazio e corajosas também.

Da chuva dos últimos dias, não devemos reclamar, pois a mesma é muito útil no equilíbrio natural. Mas podemos refletir, alguns aspectos, que envolvem a mesma. Primeiro, as nossas sujas ruas, repletas de sujeira de pombas, cachorros, gente, etc. No sábado passado, uma cena chamou a minha atenção. Na esquina do Colégio Kennedy, formou-se uma grande lagoa, pois penso eu, que o bueiro da esquina esteja entupido, algo bem comum em terras daqui.

Então em meio a esta cena, alguém colocou uma pequena placa, dizendo “Pesque Pague do Kennedy”. É a comédia nossa de cada dia, mesmo quando o problema é mais sério, do que imaginamos.

Na Concha Acústica, nas proximidades do Camelódromo, em uma manhã destas, estava semelhante a um camping, pois existia até barraca de verdade por lá armada, junto de outros moradores e seus cobertores. São cenas de uma cidade desigual, da riqueza e da pobreza.

Também gostaria de destacar, a conversa que tive, dias atrás, com um senhor, em ponto de ônibus. Não perguntei o seu nome, mas o mesmo compartilhou algo bem interessante, pois durante o dia, reúne latinhas de alumínio, para tentar sobreviver e a noite está abrigado em um local seguro, ligado a religião. De maneira simples, ele disse, que o importante é ter a refeição da noite e um local para dormir. Fiquei a refletir, sobre o quanto nós temos, e não damos valor algum.

No meio da Avenida Monteiro Lobato, após a chuva, mais acidentes de trânsito no final desta segunda feira. Cenas diárias do nosso complexo trânsito urbano, o qual ultimamente, está dando muito lucro aos latoeiros, seguradoras e guinchos de plantão.

Também tenho observado, a enorme quantidade de garrafinhas de vidro vazias, abandonadas a própria sorte, pelas nossas ruas. Muitas delas, somente esperando alguém para quebrá-las no próximo muro. É o retrato da falta total de consciência ambiental, pois as mesmas são verdadeiras armas e podem ferir ou matar.

Parei um pouco no semáforo e observei um menino magro, bastante sujo, o qual fica aguardando moedinhas na Avenida Visconde de Mauá. Mesmo com todas as dificuldades, o mesmo não desiste. É o cartão postal das injustiças sociais também.

E assim, mais uma vez, transitamos livremente pelas largas e estreitas ruas da “Nova Ponta Grossa”.

Em breve, a sequência desta série. Espero que aproveitem e reflitam.


Emerson Pugsley, o autor é cronista, formado em Geografia com Especialização em Espaço, Sociedade e Meio Ambiente. Já tem várias publicações em diversos meios de comunicação e participa como colunista voluntário no Jornal Ponta Grossa, desde 2017.

*As declarações expressas aqui, não representam a opinião do Jornal Ponta Grossa. Reservando apenas a opinião e ponto de vista individual do autor.

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