quinta-feira, 1 de agosto de 2019

O problema do lixo por Emerson Pugsley

Todos os dias, caminho para pegar o ônibus, em direção ao meu trabalho. Fico assustado com a enorme quantidade de lixo, que vejo espalhado pelas calçadas e ruas de nossa cidade de Ponta Grossa. Desde papel, garrafas plásticas, vidro quebrado, cascas de frutas, copos plásticos, etc...

Até lâmpadas queimadas, ficam encostadas em muros, aguardando alguém para quebrá-las e expôr os nossos pés ao perigo. Tudo mostra uma completa falta de educação e conscientização ambiental da população.

Exemplo, são as caçambas de entulho de construção unicamente. Já cansei de ver sacolas de lixo, dentro das mesmas. Mas alí não é seu lugar adequado. Problema sério, que causa muitos transtornos, como a proliferação de ratos, baratas e insetos causadores de doenças.

As ruas centrais, que poderiam ser o cartão postal, estão abandonadas a própria sorte. Lixeiras são alvo fácil de vandalismo. Até tocos de cigarro acesos costumam incendiá-las. Depois de alguns instantes, um monte de plástico retorcido.

Também temos muito a elogiar, o programa Feira Verde, por exemplo, pois transforma o reciclável em frutas e verduras, proporcionando uma saudável alimentação para a população.

Moro perto de uma região, onde cavalos ficam soltos nas ruas, perambulando sem rumo. Estes dias, um deles pegava uma sacola de lixo da lixeira e rasgava em plena via pública, fazendo aquela bagunça. Ele foi embora depois. O lixo não mais.

Algo precisava ser feito. A questão do lixo é para ser trabalhada da infância até a velhice. Todos nós o produzimos a cada minuto do dia. O mundo do descartável predomina. Pouco se aproveita.

É preciso investir na reciclagem e suas cooperativas, valorizando os catadores e suas famílias. Enquanto estes estão tomando o sol quente na cabeça, muitos ainda dormem.

Uma cidade, ambientalmente correta, é feita por cada um de nós. De nada adianta o poder público ter lindos programas de coleta seletiva, se as pessoas costumam misturar todo o lixo e mandar para o aterro sanitário.

Deixo o desafio aos atuais e futuros administradores do município. Pensem e invistam na questão do lixo. Ele pode não dar votos imediatos, mas dá economia, qualidade de vida e saúde e renda aos menos favorecidos. Sem falar, na novelinha interminável, do nosso Aterro “descontrolado” do Botuquara, e suas idas e vindas.

Finalizando, pensar no meio ambiente urbano é pensar no ser humano. Excelente semana aos leitores!



Emerson Pugsley, o autor é cronista, formado em Geografia com Especialização em Espaço, Sociedade e Meio Ambiente. Já tem várias publicações em diversos meios de comunicação e participa como colunista voluntário no Jornal Ponta Grossa, desde 2017.
*As opiniões e declarações expressas aqui não representam a posição do Jornal Ponta Grossa. Reservando apenas a opinião e pontos de vistas individuais do autor.

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