segunda-feira, 13 de maio de 2019

Nervos congestionados por Emerson Pugsley

Todos dias, escutamos e vemos notícias, sobre tragédias nas ruas de nossa cidade. Famílias inteiras destruídas.

Acabo de ler, sobre mais um jovem motoqueiro, atingindo um poste e muro, no último final entristecido de semana, perdendo a vida rapidamente. E as trágicas estatísticas, só aumentam a cada minuto.

As manchetes, dos principais jornais, trazem a notícia, de que a nossa frota dobrou, nestes últimos dez anos. É muito carro, para pouquíssimas ruas, em condições normais, de trafegabilidade.

E o pior, é percebermos, que os investimentos nesta área, engatinham igual tartaruga com dor nas costas. Parece pessimista demais, mas faça o exercício, de olhar as condições do trânsito, nos horários de pico. Verá que algo precisa ser mudado ou entraremos em uma rua sem saída. Binários são interessantes, inversão de ruas e sentidos também, mas ainda é pouco. Ultimamente, precisaríamos mais do que mão inglesa ou francesa.

Os governos fizeram e fazem a sua parte, para que as pessoas, pudessem realizar o sonho do carro próprio. Nada contra, pois sabemos, o quanto os veículos ajudam a nossa vida. Costumo sempre dizer, carros temos de sobra e ruas precisam ser abertas por aqui. Parece um discurso repetitivo, mas não é.

A frota pode até ter dobrado, mas ainda, assistimos a cenas, de motoristas bêbados, outros irresponsáveis e despreparados. Apenas comprovando o que acabei de falar, olhe as notícias sobre acidentes, e veremos que muitos deles, seriam evitados, pelo simples respeito a placa de preferencial, ou mesmo, de entrar em uma auto escola e tirar a CNH, pois ainda temos muitos(as), que nem isso são capazes de fazer. Inabilitados causam dor a si mesmos e a outros também.

Ao me deslocar, para o meu trabalho, passo por um pátio repleto de carros ou o que sobrou destes, após acidentes de trânsito. Cenas chocantes, pois sempre imagino o que deve ter restado, de seus motoristas e ocupantes.

E quando, falamos em veículos, vale lembrar, que os mesmos precisam estar em boas condições de uso, pois ao contrário, são verdadeiras armas de destruição em massa. Dias atrás, parado no semáforo, um carro velho ao meu lado, com sua mecânica ensurdecedora. Fiquei a imaginar, que os seus ocupantes, já estavam surdos naquele momento, e por este motivo não se importavam.

Precisamos planejamento viário, não apenas na prancheta, mas em nosso dia a dia urbano. Hoje percebo, uma cidade estagnada, repleta de subidas e descidas e muitos vazios. É necessário, estruturar a Cidade de Ponta Grossa, para o presente e futuro, pois não temos mais carroças, nem somos mais uma Rota de Tropeiros.

Projetos até existem, mas é preciso força de vontade, acima de tudo e de todos. Não podemos ficar, apenas dependendo de um sistema estreito, esburacado e congestionado. É preciso ir além e buscar alternativas reais e fáceis de estruturar.

Queridos leitores, o desenvolvimento cobra o seu preço também. Crescemos demais, nestes últimos anos, e precisamos urgentemente, observar as necessidades reais. Uma excelente semana aos leitores!

“Aprender que o trânsito é feito mais do que carros e sim de vidas únicas e insubstituíveis também é uma arte.” (Emerson Pugsley)

Emerson Pugsley, o autor é cronista, formado em Geografia com Especialização em Espaço, Sociedade e Meio Ambiente. Já tem várias publicações em diversos meios de comunicação e participa como colunista voluntário no Jornal Ponta Grossa, desde 2017.

*As opiniões e declarações expressas aqui não representam a posição do Jornal Ponta Grossa. Reservando apenas a opinião e pontos de vistas individuais do autor.

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