segunda-feira, 11 de março de 2019

Motoqueiros Selvagens por Emerson Pugsley

Todos os dias, saio para trabalhar cedinho e retorno no final da tarde. Lógico, enfrentando as dificuldades do trânsito de Ponta Grossa.

Carros, caminhões, ônibus grandes e pequenos, motos, bicicletas, carroças e carrinhos de recicladores e pedestres, todos reunidos em estreitas, bagunçadas e invertidas ruas e avenidas.

Na semana passada, aproveitei para fazer, o exercício de contagem de acidentes, envolvendo motocicletas, aqui na Cidade de Ponta Grossa. Sem dizer, dos acidentes nas estradas regionais, com este meio de transporte de duas rodas. 

Fiquei assustado, com minhas estatísticas pessoais, baseadas no noticiário e jornais impressos locais. Por incrível que pareça, tivemos acidentes todos os dias do período analisado, com feridos e mortos. 

O que será, que acontece, com os nossos motociclistas de plantão? Alguns podem dizer, que a pressa é inimiga da perfeição. Outros ainda, podem citar os carros velozes, desrespeitando as leis do trânsito, ou até a falta da sinalização adequada, nas esquinas. Independente dos motivos, os nossos motoqueiros, estão rápidos demais.

Tenho visto cada manobra, que por instantes, penso estar próximo de mais um acidente. Dias atrás, naquela famosa esquina entre a Visconde de Nácar e Comendador Miró, local de vários acontecimentos, percebi mais uma moto ao chão e seu ocupante estirado no asfalto, quase imóvel de tanta dor e sofrimento.

Não sei, qual foi o desfecho, deste caso citado, mas precisamos parar e refletir, pois de nada adiantará, mil e uma mudanças nas ruas locais, se antes não pararmos para nos protegermos, e evitarmos, mais acidentes no caótico trânsito.

Também percebemos, que as motos, viraram moedas de troca do crime e seus produtos oferecidos. É só acompanharmos as crônicas policiais, para percebermos isto. Isto sem dizer dos assaltos, tiros, fugas em alta velocidade, etc e tal.

Uma cena, que já faz parte dos nossos dias, são motos e veículos destruídos pelas esquinas. Vítimas a todo o instante, deixando o sangue no asfalto. Quem são os culpados? Todos nós, pois nos conformamos com as coisas do jeito que elas são. Dias atrás no Santa Maria, vimos um jovem perder a vida, deixando a dor da saudade aos seus familiares e amigos. E mais, um lamentável episódio, envolvendo veículos de quatro e duas rodas e sua convivência nada harmoniosa. 

Planejar o trânsito, deveria ser meta principal a ser atingida. Nossa cidade não é mais uma “Rota de Tropeiros” com carreiros. Estamos crescendo demais e se não tivermos melhorias, o caos vai ocupar espaço.

Uma pessoa de minha família, tempos atrás, trafegava com seu veículo em uma rua central, quando percebeu uma motocicleta vindo em sua lateral, chegando tão próximo, que o espelho do carro, foi quebrado e arrancado. O motoqueiro foi embora sem dar a mínima. Coisas assim, demonstram o quanto, precisamos dar o respeito, para depois exigirmos o respeito. Se temos direitos, é porque precisamos encarar os nossos deveres também, antes de tudo.

Senhores motoqueiros, vamos com calma, pois de pessoas fraturadas as clínicas estão repletas e de apressados o cemitério está lotadíssimo.

Uma ótima semana aos leitores e amigos.

Emerson Pugsley, o autor é cronista, formado em Geografia com Especialização em Espaço, Sociedade e Meio Ambiente. Já tem várias publicações em diversos meios de comunicação e participa como colunista voluntário no Jornal Ponta Grossa, desde 2017.

*As opiniões e declarações expressas aqui não representam a posição do Jornal Ponta Grossa. Reservando apenas a opinião e pontos de vistas individuais do autor.

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