segunda-feira, 18 de março de 2019

Jogos Mortais por Emerson Pugsley

Imagem Google
Começo mais esta crônica, um dia depois, de assistirmos de diferentes formas e olhares, a mais um massacre de inocentes, por dois diabólicos dementes juvenis. 

Segundo, informações preliminares, os mesmos, passavam boa parte do tempo, assistindo a uma famosa série, onde jovens com máscara de caveira, aprontam tudo e mais um pouco, de maldades e crueldades. 

A Cidade de Suzano -SP, acordou para enterrar seus alunos e funcionários, na última quarta caótica feira (13/03), deste mês de março de 2019. Munidos de machadinha, arco e flecha, armas de fogo de alto poder, entraram na hora do recreio, e fizeram um estrago gigantesco, na vida de todos(as) envolvidos(as). 

Depois do covarde ataque, apenas o suicídio, de quem nunca deveria ter agido de tal forma. Ou então, deveriam ter atentado, contra a própria vida, sem ferir e assassinar quem não merecia tais bestialidades.

Que triste queridos leitores, pois muitas das vezes, dizemos e repetimos, que a juventude é o futuro deste país. Mas o que realmente, podemos aguardar, de tais encapetadas mentes? 

Lógico, jamais generalizando, pois temos muitos(as), que madrugam e vão a luta, estudando, trabalhando, cuidando da casa e da família, amando o seu próximo. Alguns, ainda separam momentos, para o voluntariado e vida religiosa. 

Não faz muito tempo, li uma matéria, sobre os viciados em vídeo game e jogos no computador. Fiquei perplexo, ao ver aqueles meninos e meninas, em confortáveis poltronas, passando mais de 24 horas, na frente deste mundo virtual. 

Alguns, questionados como faziam para ir ao banheiro, respondiam rapidamente: “- não vamos ao banheiro.” Temos até fraldas.

Nada contra quem gosta, pois é uma maneira, de distrair a mente, em nossos atribulados e conturbados dias e noites. Mas temos que controlar, nossos instintos maldosos humanos, e desumanos. Matar na vida real, não é igual a um jogo. 

Traz dor intensa as famílias, o luto que precisará ser vivido, e a saudade que em alguns casos nunca acabará. É eterna!

Quando fatos assim ocorrem, ao redor do mundo, sempre ficamos a refletir: o que leva homens e mulheres, a invadir escolas, igrejas, boates, entre outros lugares mais, repletos de armamentos pesados ou carros descontrolados, para simplesmente, tirar a vida de quem se pudesse escolher, jamais gostaria de perdê-la.

E gostaria aqui, de ir um pouco mais longe, pois será, que precisaríamos de armamentos liberados em nosso país? Segundo matéria, recém publicada, os monstros de Suzano, compraram armas em site de vendas, onde tudo é comercializado, sem nenhum controle das autoridades. Imaginem vocês, se todos estivessem armados, dentro e fora da escola, como tudo iria terminar? 

Talvez, em cenas de selvageria livre, leve e solta.Também não poderíamos, de esquecer e isentar de culpa, a instituição desestruturada, em muitos dos casos, a qual alguns ainda insistem em chamar de “família”, a qual deixa tudo solto e liberado, sem o devido controle, orientação e cobranças. 

Agora surgem, todos os discursos, possíveis e imagináveis, com reforço na segurança de escolas, bate boca sobre liberar ou não, entre outras inúmeras interrogações mais. Sinceramente, temos de investir pesado, em prevenção, educação, colocando os nossos jovens, no mercado de trabalho, na sala de aula e não na frente da TV, do celular ou outras porcarias tecnológicas mais.

Concluindo, trago a fala de um professor, o qual lecionava na escola ensanguentada: “Meu aluno disse que iria merendar. Nunca mais retornou.” É para refletirmos nesta semana e em todos os dias de nossa existência, muitas das vezes, breve até demais e dolorida infinitamente. Deus nos proteja das mentes perigosas.

Uma ótima semana aos leitores e amigos.

Emerson Pugsley, o autor é cronista, formado em Geografia com Especialização em Espaço, Sociedade e Meio Ambiente. Já tem várias publicações em diversos meios de comunicação e participa como colunista voluntário no Jornal Ponta Grossa, desde 2017.

*As opiniões e declarações expressas aqui não representam a posição do Jornal Ponta Grossa. Reservando apenas a opinião e pontos de vistas individuais do autor.

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