segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Brumadinho um drama

Brumadinho - MG Foto: divulgação 
Como esquecer daquilo, que jamais esqueceremos? O que dizer, para tantas famílias dilaceradas, pela ausência, de quem mais amam e amavam? Uma assustadora “tsunami” de lama e material altamente tóxico, o qual veio por cima, de pessoas e edificações, naquela sexta caótica feira do mês de janeiro de 2019.


Era meio dia e vinte e oito minutos. O que poderia ser mais um dia de atividades, da mineradora Vale, ficou historicamente registrado como um “dia fatídico” para o Brasil e mundo inteiro.

A pousada lindíssima, que foi sepultada para sempre, junto de seus hóspedes, entre estes, uma jovem curitibana e seu namorado, ela grávida e até o presente momento, ainda não encontrada. O filho já tinha até nome, Lorenzo. Este nunca conhecerá a sua história de vida, nem de morte.

Os animais sofrendo atolados, no sol quente e tórrido, peixes mortos no rio quase morto, de tanta lama lançada de uma vez só.

Os engenheiros, até elétrico, mas que não souberam planejar um simples alarme de aviso de catástrofes. Segundo um famoso locutor de rádio, todos em sua maioria, moradores de outros países e que desconhecem por completo a realidade de vida de tais cidades e povoados, entre estes, a Vila do Feijão. O mesmo locutor, os chamou de “calhordas”.

Depois de tudo, o que já tínhamos passado, com a barragem de Mariana e Samarco, parece que nada, absolutamente nada, aprendemos para proteger tais comunidades, destes destrutivos episódios. Parece que engatinhamos igual bebê de fraldas cheias como sociedade organizada e de bom senso a flor da pele.

E sempre depois de tudo perdido, 2019 ideias mirabolantes de planejar melhor as barragens, fazer inspeções que nunca foram realmente feitas, punir quem nunca foi punido, suspender contratos que penso eu nunca deveriam ter sido iniciados, sem os parâmetros corretos e ambientalmente legais.

Assistindo as imagens, todos estes dias, confesso a vocês que cansei de tanto sofrimento. Tenho evitado jornais que mostram tais amarronzadas imagens, pois penso, que tais pessoas nunca imaginariam tantas desgraças em tão poucos segundos e minutos.

E o que mais me deixa perplexo, é saber, que existem mais de 160 outras barragens mineiras em situação precária, sendo que depois de Brumadinho, vários prefeitos e autoridades, tem solicitado o fechamento de algumas destas. Será, que não estamos aguardando, mais vidas perdidas, além destas 120 já identificadas, e tantas outras, que podem ficar apenas registradas na memória? É uma pergunta ainda sem a devida resposta.

Emerson Pugsley, o autor é cronista, formado em Geografia com Especialização em Espaço, Sociedade e Meio Ambiente. Já tem várias publicações em diversos meios de comunicação e participa como colunista voluntário no Jornal Ponta Grossa, desde 2017.

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