quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Ponta Grossa - Terminal Central

Foto: divulgação
No nossa cidade há vários corações pulsantes de pessoas, mas nada se compara com o Terminal Central. Nesse local, é uma pulsação de pessoas e coisas, é um enxame de abelhas indo para as suas colmeias: algumas para trabalhar e conseguir o seu mel, outras, com pressa de se saciar desse mesmo mel.

Ao mesmo tempo que são abelhas, são formigas que vão de um lado para o outro, em ordem ou desordem. Se batem, se passam, se atravessam, nem se cumprimentam. É a pressa de conseguir o seu objetivo, que é de entrar na sua condução e sentar no banco, nem que seja apertado, nem que seja arranhado ou esbarrado pela sacola da pessoa que passa pelo coredor do ônibus, mas ao menos sentar e pensar na vida, pensar na casa ou no dia de amanhã em que tudo vai se repetir, talvez melhor ou pior, mas amanhã será a mesma coisa.

Na chegada do ônibus é ombro contra ombro, não importa a idade ou altura, é a guerra de subir as escadas curtas de um chão sujo de canseira das conduções. Uniformes de colégios se misturam com uniformes de emprego, ou a camiseta surrada pelo tempo se mistura com a roupa de ir para “cidade” para pagar conta.

Eis um dos corações da nossa cidade Princesa, onde as pessoas (muitas vezes) andam com os seus corações nas mãos. 

Crônica enviada por Adonis Ribaski

*As opiniões e declarações expressas aqui não representam a posição do Jornal Ponta Grossa. Reservando apenas a opinião e pontos de vistas individuais do autor.

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