quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Cinema em Pauta: Mulher Maravilha

Depois de 75 anos finalmente a Warner Bros decidiu apostar no filme de uma das maiores heroínas da D.C, Mulher Maravilha que, até então, estava engavetado desde 1996 e que o projeto passou pelas mãos dos diretores como Ivan Reitman (Os caças Fantasmas) e anos seguintes Jon Cohen (Minority report); Joel Silver (Matrix), mas nada a ponto de concluir o projeto.

O filme conta com a direção de Patty Jenkins (Desejo assassino, 2003) e que até então dificilmente uma mulher tem a oportunidade de dirigir um blockbuster, ainda mais sendo um personagem de histórias em quadrinhos.

A trama busca contar a origem da Semi-Deusa Diana que é filha de Zeus e Hipólita. Ela cresceu com Amazonas e por isso acreditou sempre ser uma, mas descobre que possui superpoderes ao qual nenhuma delas tem.

Para os fãs da Mulher Maravilha, este filme teve grande aceitação pela superprodução e também a simplicidade e delicadeza ao (re)criar a personagem, sem exageros ou transforma-la como uma mulher robusta, cheia de músculos e que faz jus ao desenho animado da década de 80 “A Liga da Justiça”, mostrando uma mulher magra, esguia que possuía braceletes, chicote da verdade e claro,  o seu jato invisível.

Zack Snyder que dirigiu o filme 300 (2007), assina esse projeto como roteirista e produtor, pois deixou de lado a direção por conta de uma tragédia familiar. Gal Gadot foi a escolha certeira de Jenkins.

Uma ex-Miss Israel em 2004 e também serviu o exército, mas por ser uma atriz novata foi alvo de críticas quanto sua performance num papel icônico mas, a moça pareceu ser feita para interpretar a Mulher Maravilha.
Um fato curioso é que Gadot em quase todas as cenas de ação ela dispensou dublê  mesmo estando grávida de 5 meses e, para ocultar sua barriga a produção colocou uma espécie de pano verde (Chroma Key) para a edição das cenas.

Mulher Maravilha é um filme que caiu no gosto do público é o que confirmam as bilheterias, que disparam a cada dia mais, e isso foi apenas na estreia dos EUA rendeu 100 milhões de dólares.
Esse filme foi feito para fãs e não fãs de HQ’s da D.C, mostrando que a famosa heroína de todos os tempos está atualizada mas sem perder sua essência desde seu surgimento. Ela questiona as convicções entre o bem e o mal e descobre que o ser humano é complexo mesmo para uma deusa entender.

Vemos gêneros variados durante o filme que vão do drama ao cômico e claro muita ação e grandes lutas coreografadas à la matrix diga-se de passagem, deixando o filme visualmente interessante.
A Mulher Maravilha de Jenkins não busca ser uma Femme Fatale mas sim, mostra uma mulher que se mantém no mesmo nível de heróis masculinos e sem ser sisuda ou arrogante trazendo um questionamento sobre a exaltação feminina mas sem grande conscientização ou moralismo barato.

RECOMENDO!!!          
Mulher-Maravilha (Wonder Woman) EUA, 17. 2 horas e 21 min. Direção de Patty Jenkins. Com Gal Gadot, Chris Pine,David Thewlis, Robin Wright, Connie Nielsen, Elena Anaya, Ewen Bremmer, Danny Huston, Said Tamaghoui. Samantha Jo. Argumento de Zach Snyder.
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