segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Bíblias serão enviadas à África em fevereiro

Foto: divulgação
Às vésperas de completar dois anos na África, o casal Pedro e Salete Lang está no Brasil acertando a remessa marítima das 15 mil bíblias que estão sendo impressas em São Paulo e serão enviadas à Missão Católica de Quebo, na Diocese de Bafatá, Guiné Bissau. 

Produzidas na Edição CNBB, outras cinco mil bíblias serão traduzidas para o idioma Crioulo, a segunda língua do país, para serem entregues ainda no decorrer deste ano. A campanha para arrecadação de fundos para o material aconteceu no Paraná, de março a novembro, coordenada pela CNBB Regional Sul 2, que representa o Estado.

 “Ainda não está totalmente concluída a tradução e, como dependemos dos tradutores no país, não temos data para isso acontecer. Há grande possibilidade de ser ainda este ano. Estão sendo concluídas as primeiras bíblias e, em meados de fevereiro, devem seguir de navio para a Guiné, onde devem chegar entre maio e junho”, conta Salete que, ao lado do marido, o diácono Pedro Lang, serve na Missão Católica Beato Paulo VI desde fevereiro de 2015. 

Os dois são da Paróquia Nossa Senhora do Pilar, na Palmeirinha, em Ponta Grossa.
Pedro conheceu a Guiné ainda em 2011, quando assumiu a coordenação do Conselho Missionário no Regional Sul 2. 

Em 2014, esteve em Quebo para limpar o terreno e identificou os pontos onde seriam construídas as instalações: casa, igreja, escola e hospital. Hoje, existe ali uma casa onde moram o casal, um padre e uma missionária de Curitiba. 

Para 2017, está prevista a construção de um espaço multiuso. De acordo com o diácono, a missão católica atua em três frentes: evangelização, educação e saúde. Mas, o hospital ainda não tem data para sair do papel.

“Ainda não está claro como vai funcionar. Assim que definirmos como atuaremos, buscaremos mais missionários ligados aos setores a serem trabalhados”, comentou, lembrando que ele e a esposa já contraíram malária três vezes. “Não tem estrutura para dar atendimento. Tudo é dado pelo governo, tudo é pago. 

E o custo para se tratar malária é alto. No nosso dinheiro equivale a R$ 50”, argumentou Salete. Guiné Bissau é o quinto país mais pobre do mundo. Um trabalhador ganha por dia, em média, R$ 15. “A malária é uma doença grave. Fomos contaminados no período de chuva. Não conhecíamos os sintomas e estávamos envolvidos no trabalho. Quando percebemos já era tarde”, lembrou. Sem vagas na única casa de saúde da região, os dois foram tratados em casa. “No hospital, tinha gente pelo chão”, acrescentou. No entorno da missão, seis crianças morreram de malária nos últimos meses.

Convite
Para Salete, uma leiga que deixou filhos e netos em Ponta Grossa, é uma grande alegria servir a Deus por intermédio dos irmãos africanos. “É preciso deixar o coração aberto. Se já sentiu o chamado, Deus vai se manifestar. 

E há muito o que fazer, muito trabalho, especialmente quanto a evangelização. Venha! Se inscreva na sua paróquia, faça parte da Igreja. São todos muito bem vindos!”. Pedro Lang lembra que a missão só é eficaz porque age em um tripé: pés daqueles que vão, joelhos que se dobram pelos que vão e as mãos generosas daqueles que contribuem. 

“Nós fomos, mas os que continuam aqui rezando e dando sua contribuição são muito mais missionários do que aquele que foi. A grande beleza acontece quando o missionário é enviado para uma Igreja no meio do povo. Não somos enviados para os cristãos, mas para os irmãos que estão lá. Silenciosamente testemunhamos a presença de Deus”.

Fonte: Diocese de Ponta Grossa

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