segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Crítica: Filme A Invenção de Hugo Cabret

Em A Invenção de Hugo Cabret conta a história de Hugo (Asa Butterfield, O menino do pijama listrado) um garoto que se obriga a viver numa estação de trem em Londres da década de 30, logo após a morte do pai. Hugo fica sob a tutela de seu tio Claude (Ray Winstone), este desaparece e assim Hugo é obrigado a cuidar da manutenção de todos os relógios da estação, e assim não ser pego pelo temido “o Agente” (Sacha Baron Cohen), manco de uma das pernas conta com a ajuda de seu dobermann preza pela ordem da estação.

Dias antes da morte do senhor Cabret (Jude Law), Hugo e seu pai estavam trabalhando para concertar um robô (tipo androide) com uma caneta na mão, encontrado que seu pai encontrou num museu abandonado, e que Hugo usa de furtos da loja de Papa Meliès (BenKingsley), um velho ranzinza que desconfia (com razão) de Hugo. Com a intenção de desvendar a mensagem do robô e acreditando que seu pai deixara uma mensagem o menino conta com a ajuda de Isabelle (Chloe Grace Moretz) sobrinha de Papa Meliès e obcecada por literatura, e que juntos vão desvendando novas e fantásticas aventuras dentro e fora dos livros.

Dirigido por nada menos que um dos maiores cineastas da atualidade, Martin Scorsese famoso por seus filmes de pura ação como Taxi Driver (1976); Touro Indomável (1980) e também por dirigir o famoso clipe musical “BAD” de Michael Jackson confessa que ter muito em comum com o personagem Hugo, que traz o amor pela sétima arte desde a infância.

Scorsese dá uma aula sobre ahistoria do cinema, recriando cenas de “A chegada o trem na estação” (1895) dos irmãos Lumière que acreditavam que o cinema seria apenas uma “moda passageira” e a trajetória de George Meliès que é um personagem do filme e recria os bastidores do filme “Viagem à Lua” (1902).

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET é um filme rico em detalhes simbólicos que se repetem em diversas cenas entre eles está o relógio e o trem. Cada um desses signos refere-se ao poder que o personagem Hugo possui e que como o trem, nada nem ninguém o para, quando decide não desistir de seu caderno de anotações que fora tomado pelo Papa Meliès.

 Merecidamente o filme de Scorsese ganha cinco Oscars de onze indicações e um Globo de Ouro e na minha opinião deveria levar o de Oscar de Melhor Filme também, mas para a critica do Oscar de 2012 foi para o “O artista” do diretor Michel Hazanavicius.

A invenção de Hugo Cabret/Hugo. Direção de Martin Scorsese. 114 Min. EUA, 11. Aventura/Fantasia. Roteiro de John Logan, baseado no livro de Brian Selznick. Com Asa Butterfield, Ben Kingsley, Sacha Baron Cohen, Jude Law, Christopher Lee, Chloe Grace Moretz, Ray Winstone, Emily Mortimer, Helen McCrory. Produção Paramount Pictures, Pixomondo, GK Films, InfinitunNihilProduction.

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